top of page
Buscar

Se cercar de quem (se) importa

  • Foto do escritor: Raquel Berlim
    Raquel Berlim
  • 11 de jan. de 2025
  • 2 min de leitura

Esse ano eu brinquei que a minha meta era ter menos amigos! Que os que eu tinha já tava mais que suficiente e não precisava de mais. Depois de uma maratona de encontros em dezembro como sempre acontece eu cheguei nessa conclusão aí.


Brincadeira à parte, eu realmente acho que a gente tem que vigiar um pouco mais as pessoas que nos cercam. Não vigiar essas pessoas especificamente, mas sim quem a gente permite que esteja ao nosso redor. É muito óbvio pra mim que tudo que é falado ou sentido por essas pessoas mais próximas reflete na nossa maneira de pensar e no nosso comportamento.


Somos seres sociais, é impossível correr disso. Assim como o filme "Na Natureza Selvagem" mostrou, ao se isolar do mundo a gente começa a sentir que esse talvez não seja o melhor caminho. Que no fundo a gente precisa do outro pra compartilhar as dores e alegrias. Na frase famosa do filme: "a felicidade só é real quando compartilhada".


O ônibus onde Christopher McCandless passou seus últimos dias.
O ônibus onde Christopher McCandless passou seus últimos dias.

E é isso: ser feliz sozinho parece não ter o mesmo efeito do que poder compartilhar uma conquista com sua família e amigos. Mas o ponto central aqui é, quem são essas pessoas que você tem permitido estar ao seu redor?


Quando eu disse que queria menos amigos, era a isso que me referia. Encontrei à minha volta pessoas com padrões de comportamento e atitudes que não condizem com a pessoa que eu quero ser. Que não têm afinidade nenhuma com a vida que quero construir. Então pra que manter elas por perto?


Isso vale pra amizades, que essencialmente são mais simples de desfazer, quanto pra familiares. Apesar do laço sanguíneo não acho que temos que obrigatoriamente distribuir nossa energia pra pessoas que não trazem relevância pra história que estamos construindo. E no fundo é isso que a gente gasta com as pessoas ao nosso redor: nossa energia vital.


Estar perto de pessoas que sugam essa energia é visível, terminamos a interação completamente exaustas e sem rumo. Enquanto que perto de pessoas que nos fazem bem, terminamos recarregadas e felizes. São geralmente pessoas que nos julgam menos, que entendem nosso modo de vida e de pensar, que valorizam nossas opiniões e pensamentos e fazem questão de estimular nossos sonhos.


Essas são as pessoas que vale a pena ter por perto. As pessoas que verdadeiramente se importam com você e onde o sentimento é mútuo. Não acho que nenhuma convivência deve ser forçada, mas com essas pessoas esse movimento nunca é necessário. Temos sempre a possibilidade de passar tempos em silêncio e, quando retornar, receber o mesmo carinho e acolhimento.


São pessoas compreensivas com nossos momentos, e a gente costuma ser com elas também. Tirando momentos de crise, não existe obrigação de tá junto. Não é uma tarefa, é um prazer.


Acho que vale a reflexão e provavelmente a aplicação desse filtro na vida real.


 
 
 

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page